Saúde Mental: efeitos gerados em decorrência da pandemia

Saúde Mental: efeitos gerados em decorrência da pandemia

Máscaras, álcool em gel e distanciamento de pelo menos 2 metros… certamente esse período sombrio está na história da humanidade. 

 

O COVID-19 trouxe para nós uma situação nunca vista antes. O vírus, responsável por aproximadamente 35 milhões de casos e quase 700 mil óbitos, segundo o ministério da saúde, reformulou a vivência dos seres humanos. 

 

A pandemia causada por ele teve efeitos catastróficos nas áreas econômicas, políticas, sociais, culturais e ,principalmente, na saúde pública.  

 

A alta contaminação do vírus e a superlotação dos leitos hospitalares de maneira tão repentina fez com que a melhor medida a ser tomada fosse o isolamento social. Com ele diversos problemas em várias áreas diferentes foram desenvolvidos, dentre um desses problemas, a saúde mental. 

 

Com diversas incertezas, preocupações e medos, a saúde física e mental de muitas pessoas foram afetadas nesse período. 

 

Os prejuízos que a pandemia causou na saúde mental no Brasil se estendem muito tempo depois do seu início. Nos dias de hoje, percebe-se os danos que foram deixados. Doenças psíquicas como a ansiedade, crise de pânico e o mal do século, a depressão, cresceram de maneira assustadora.

 

Os efeitos do isolamento social nas pessoas

 

Após o Brasil começar a registrar um alto número de contaminações e mortes, a melhor medida a ser tomada para que evitasse um colapso no sistema de saúde pública ainda maior foi o isolamento social. 

 

Com o isolamento social, as pessoas tiveram que ser obrigadas a encerrarem suas atividades cotidianas de repente e ficarem em suas casas com uma grande incerteza de como seria o futuro durante um longo período de tempo. 

 

Com isso, as pessoas que já sofriam com problemas psicológicos passaram a ter cada vez mais crises, devido a tudo que envolvia a pandemia. Coisas como esportes ao ar livre e conversas coletivas que amenizam alguns sintomas, agora eram restringidas.

 

Já outras pessoas que não sofriam com nenhum tipo de distúrbio, anteriormente, tiveram princípios de sinais ou desenvolveram algumas doenças emocionais e psicológicas devido aos sentimentos de aflição, incertezas e terror que esse período proporcionava.

 

Problemas físicos

 

Com o período de isolamento, problemas físicos aumentaram bastante, pois com a restrição de academias, quadras e prática de esportes em grupo, o número de pessoas sedentárias e obesas aumentaram.

 

O físico e o mental precisam andar lado a lado, os dois são quase que inseparáveis e ambos têm que ser cuidados se você deseja ter uma vida de qualidade.

 

Inseguranças Financeiras 

 

No momento de isolamento, a questão financeira de alguns trabalhadores foi afetada drasticamente. Aqueles que dependiam de um trabalho presencial tiveram adequações na sua forma de trabalhar tendo que migrar e se adaptar ao sistema online em home office. 

 

Em alguns outros casos, a situação foi ainda pior pela falta de retorno financeiro devido ao pouco consumo e giro de capital que a crise trouxe. Empresas de pequeno a médio porte tiveram que encerrar ou diminuir drasticamente suas atividades, demitindo os funcionários e causando uma das maiores taxas de desemprego da história. 

 

Com as mudanças nos sistemas de trabalho e demissões em massa, as inseguranças em relação ao futuro aumentaram ainda mais, considerando o fato de que o momento de aumento do desemprego veio acompanhado por uma inflação altíssima, dificultando a compra de alimentos e mantimentos domésticos, principalmente para as pessoas de classes média ou baixa.

 

Com isso, a necessidade ou o medo de passar por dificuldades financeiras afetou a saúde mental das pessoas.

Medo de contágio

 

O medo de contaminação também foi algo muito recorrente no auge da pandemia. Com os casos aumentando cada dia mais, o receio  de ser contaminado pelo coronavírus assombrava cada dia mais as pessoas. 

 

Com quase todos os leitos de UTI ocupados, a aflição ficava cada vez maior, causando preocupações excessivas com a infecção viral.

 

Essas preocupações causaram estresses que, em certos casos, tornaram-se problemas psíquicos mais graves como o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).


 

O fechamento de escolas e faculdades

 

As escolas e faculdades são responsáveis por uma ampla interação social entre as pessoas. Lá há trocas de vivências, informações, desenvolvimento de relacionamentos interpessoais e criações de amizades.

 

Com o fechamento temporário dessas instituições de ensino, a interação entre os alunos, professores e gestores foram consideravelmente diminuídas, causando assim uma vasta introversão dos alunos. Aulas, que eram presenciais e coletivas, passaram a funcionar de maneira online, dificultando as resoluções de dúvidas e questionamentos dos alunos.

 

Com o crescimento de pessoas introvertidas dentro do ambiente escolar, o compartilhamento de sentimentos e problemas pessoais passaram a minguar cada vez mais, trazendo mais aflição a essas pessoas por não conseguirem se expressar, devido ao pouco contato comum. 



 

As proibições de cultuações religiosas públicas 

 

Com a eclosão do vírus, os cultos religiosos públicos tiveram que ser proibidos temporariamente para evitar a propagação viral. 

 

Isso foi algo extremamente negativo por diversos motivos semelhantes aos das escolas e faculdades, mas além das questões citadas acima, esse momento de incertezas começou a gerar uma falta de esperança e fé coletiva, fator que afetou o psicológico das pessoas que professam ou professavam alguma crença.

 

As mudanças no estilo de vida 

 

A pandemia trouxe consigo mudanças radicais. Todas as pessoas sofreram com mudanças em alguma área de sua vida.

 

E uma mudança repentina nem sempre é positiva. Algumas mudanças nos trazem dificuldades de adaptação e conformação, quem ama sua rotina e o que faz, quando tem ela interrompida da maneira que foi, sofre danos consideráveis.

 

Desinformação

 

Um fenômeno que ganhou muita força durante a pandemia foram as fake news. 

 

Com diversas dúvidas a respeito do vírus e dos seus efeitos, as desinformações e teorias da conspiração começaram a surgir de maneira desenfreada.

 

As redes sociais se tornaram uma fonte de perigo eminente, pois grande parte das informações eram de fontes desconhecidas ou duvidosas, e traziam conteúdos falsos ou não comprovados, que prejudicaram muitas pessoas. 

 

Graças a esse período de desinformação, até mesmo veículos jornalísticos sérios e órgãos públicos começaram a ser questionados a respeito da veracidade das informações que estavam sendo propagadas. 

 

Essas dúvidas sobre em quem e no que acreditar afetaram bastante a população, que vivia em uma imensa incerteza sobre o que estava acontecendo no contexto.

 

Perda de entes queridos 

 

A perda de entes queridos pelo COVID, infelizmente, foi algo que aconteceu em muitas famílias brasileiras. Quase 700 mil pessoas nos deixaram devido ao vírus.

 

Perder pessoas importantes e próximas da gente não é nada fácil, e o dano mental que isso pode causar é imensurável.  


 

Sobrevivendo depois de dias difíceis 

 

Depois de dias tão complicados, não é fácil retornar a "vida normal", os danos sofridos na nossa saúde mental durante a pandemia foram tantos que não conseguimos reparar sozinhos. 

 

A ajuda é essencial para a recuperação da saúde mental!

 

Procure um lugar que se preocupe verdadeiramente com você, que faça do seu bem-estar uma prioridade, que te direcione a profissionais capacitados e focados em mudar sua vida para melhor. 

 

Nós da Clínica Crescer oferecemos sempre o melhor, visando trazer para fora a sua melhor versão.

 

Temos um ambiente amplamente acolhedor, para todos os pacientes, trabalhamos com um atendimento humanizado que enxerga você como muito mais que apenas um simples paciente. 

 

Agende uma consulta com os nossos profissionais e venha restaurar sua saúde mental!

Whatsapp