Síndrome de Asperger: Saiba Tudo Sobre

Síndrome de Asperger: Saiba Tudo Sobre

A Síndrome de Asperger foi descoberta pelo pediatra austríaco Hans Asperger, em 1944, após o estudo de quatro pacientes jovens com sintomas bastante semelhantes.

Em 1981, a psiquiatra britânica, Lorna Wing, publicou outros estudos sobre pessoas que possuíam características semelhantes e utilizou o termo "síndrome de Asperger", em referência a Hans. Hoje, após a publicação do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), a expressão foi substituída para Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

Neste blog, iremos explicar tudo sobre o Transtorno do Espectro Autista, mais especificamente sobre o que antes se chamava Síndrome de Asperger. Aqui você irá encontrar as seguintes informações:


 

  • O termo Síndrome de Asperger entrará em desuso;
  • Sintomas da Síndrome de Asperger;
  • Diagnóstico: como funciona?;
  • O autismo tem cura? 
  • Tratamentos para pessoas com Síndrome de Asperger;
  • Como ajudar quem tem Síndrome de Asperger.


 

O termo Síndrome de Asperger entrará em desuso

 

Mão de uma mulher e de uma criança segurando um quebra-cabeça em formato de coração.

 

A expressão Síndrome de Asperger tem deixado de ser utilizada desde 2013, quando o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais de versão 5 foi publicado.

No entanto, a comunidade médica do Brasil ainda continuou diagnosticando com base no termo por conta que é um consenso que o grupo se baseie em outro documento, chamado International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems (CID, sigla em português).

Acontece que, em 2022, haverá o lançamento de uma nova versão do CID, a de número 11. Dentro do documento de referência para a saúde brasileira, a Síndrome de Asperger não é mais abordada com esse nome e sim como parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

Além das duas alterações nesses regimentos que documentam diagnósticos, o termo já não era defendido por muitas pessoas por conta do envolvimento de Hans Asperger com o nazismo

 

Sintomas da Síndrome de Asperger

 

Apesar de agora estar dentro do Transtorno do Espectro Autista, as pessoas com Síndrome de Asperger possuem sintomas. Vale lembrar que nem sempre eles são os mesmos para todas as pessoas com essa condição. Confira os principais:

 

Dificuldades com a linguagem

 

As pessoas com TEA, ou com Síndrome de Asperger, em geral, apresentam maior dificuldade em entender a linguagem, seja ela verbal ou não. 

Por exemplo, na maioria das vezes, eles entendem as coisas de forma mais literal, então expressões que necessitam de maior interpretação são mais difíceis para o entendimento correto.

Em suma, expressões faciais, tons de voz, piadas e ironia, imprecisão e conceitos mais abstratos se mostram mais complicados para pessoas com TEA. 

Os autistas possuem boas habilidades conversacionais, mas apresentam ainda as suas peculiaridades.

É comum que essas pessoas apresentem ecolalia, que é a repetição do que o outro acaba de falar. Além disso, elas também podem gostar de falar muito sobre os seus interesses pessoais.

 

Interação social menos frequente

 

As pessoas com Asperger possuem um pouco mais de dificuldade em manter relações sociais por conta de suas características comportamentais. 

Em alguns casos, os autistas podem ser lidos como insensíveis e anti sociais, mas na verdade não conseguem interagir facilmente. 

 

Apego a rotina e repetições 

 

É comum encontrar pessoas com Síndrome de Asperger que possuem uma rotina definida e até repetições bastante específicas. Por exemplo, um autista pode se apegar com apenas uma peça de roupa ou apenas um prato de comida.

A mudança também pode ser complicada para pessoas com TEA, já que eles precisam seguir algum padrão que é considerado correto para eles.

 

Interesses muito específicos

 

Outro sintoma que pode estar presente em uma pessoa com Asperger são os interesses pessoais bastante específicos. É comum então que ela fique muito fixada em algo como um filme, uma música, um livro ou um jogo.

Segundo muitos autistas, sempre buscar interesses auxilia na manutenção do bem-estar.

 

Diagnóstico: como funciona?

 

Médica atendendo uma criança.

 

O diagnóstico de alguém com algum espectro do autismo é realizado por uma equipe multidisciplinar, que geralmente é formada por pediatras, psiquiatras, psicólogos e fonoaudiólogos. A identificação do autismo pode ocorrer em qualquer faixa etária, pois nem sempre é identificável de forma simples. 

É ideal o diagnóstico o mais cedo possível, pois caso existam dificuldades, elas podem ser tratadas de maneira mais específica.

Caso tenha algum parente ou até desconfia que você mesmo se encontra nessa condição, procure os profissionais médicos que citamos acima.

 

O autismo tem cura?

 

O autismo não tem cura, mas os tratamentos podem proporcionar uma vida tranquila para essas pessoas. 

Dentro do espectro, existem pessoas com pouca necessidade de apoio e pessoas com alta necessidade. 

As pessoas com Síndrome de Asperger, em geral, possuem maior autonomia, tanto que muitos se referem a eles como pessoas com "autismo leve", embora o termo não seja correto.

 

Tratamentos para pessoas com Síndrome de Asperger

 

O tratamento e acompanhamento de pessoas com TEA é realizado nas diversas áreas da medicina. Veja abaixo como contribui cada tipo de profissional:

  • Psicólogos: ajudam na terapia comportamental cognitiva, fundamental para que os autistas lidem com a ansiedade e com as questões pessoais;
  • Fonoaudiólogos: auxiliam na terapia da fala, que ensina pessoas com Asperger a controlar a voz e dicção;
  • Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais: tratam a coordenação motora;
  • Psiquiatras: receitam e acompanham tratamentos com medicamentos que tratam problemas associados como ansiedade, depressão, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

 

Como ajudar quem tem Síndrome de Asperger

 

Pessoas com autismo não precisam ser entendidas por pessoas sem deficiência, mas sim apoiadas e respeitadas. Portanto, é necessário escutar elas e as suas vontades.

Quando se é parente de alguém com Síndrome de Asperger, é importante ajudá-la no encaminhamento para profissionais da saúde que acompanham o seu quadro. Mesmo que não exista um problema evidente, é sempre melhor prevenir algo nesse sentido.

 

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